| Capitão Puyol entrega o troféu Joan Gamper ao ídolo |
O Barcelona corrigiu uma das maiores injustiças de sua impecável história nesta quarta-feira, no duelo contra o Milan, válido pelo Troféu Joan Gamper: fez uma homenagem que dignificasse o que Ronaldinho representa para o clube. A paixão pela noite fez com que, injustamente, o conceito do brasileiro caísse dramaticamente entre dirigentes e torcedores até chegar ao ponto em que a saída do brasileiro fosse inevitável. O craque deixou o Barça pela porta dos fundos.
O que Ronaldinho fez em campo, enquanto jogador barcelonista está acima de qualquer discussão. Pode ter brilhado durante pouco tempo, mas foi eterno enquanto durou. Existe uma perversa insistência em colocar Messi acima de Roni. O argentino vai conquistar muito mais títulos do que o brasileiro. No entanto, por mais que também seja um gênio na galeria dos melhores de todos os tempos do Barcelona com apenas 23 anos, jamais alcançará o gaúcho.
Ronaldinho não pode ser comparado aos simples mortais. Messi é um fora de série. Mas é humano. Duvido que o atual camisa 10 do clube catalão consiga humilhar o Real Madrid e ainda ser aplaudido de pé, quebrando protocolos e fazendo um povo esquecer de sua história – ainda sem capítulo final na vida de espanhóis e catalãos.
Como jogador do Barcelona, Ronaldinho criou o inimaginável, tornou real o impossível, endeusando a mais humana das paixões da terra: o futebol. Em um esporte dominado por negócios, o brazuca nos deu esperanças de que a essência do futebol permanece viva. Tão viva quanto seu eterno sorriso de criança.
O Camp Nou deu a Ronaldinho o que é de Ronaldinho. Uma simples, porém emocionante e justa homenagem.
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