terça-feira, 17 de agosto de 2010

Craques descartáveis

Estrelas esquentavam o banco no Real
O Real Madrid contratou duas jóias raríssimas para o primeiro período da Era José Mourinho: Di Maria e Özil. Apesar de ter feito pouco para a Argentina na última Copa, Di Maria é a atual menina dos olhos do futebol argentino. Özil dispensa apresentações. Foi um dos destaques do bom time da Alemanha durante o Mundial. Os dois são jovens, talentosos, ainda não têm currículo, mas podem cair em uma sina de craques consagrados que vestiram – ou ainda vestem – a camisa merengue.

Na última temporada, Robben carregou o Bayern de Munique nas costas, garantiu o título do Campeonato Alemão e ainda levou os bávaros à final da Liga dos Campeões. Sneijder assumiu a camisa 10 da Internazionale e ganhou... tudo. Os dois ainda classificaram a Holanda para a final da Copa da África do Sul. Lembra dos dois baixinhos carecas que arrasaram Felipe Melo e cia?

Antes do período de glórias, entretanto, ambos foram obrigados a arrumar as malas e escolher um novo clube. A dupla estava no Real Madrid, que acabara de contratar Cristiano Ronaldo e Kaká, os dois jogadores mais baladados do momento. Não havia espaço para os holandeses. Além de, supostamente, jogarem menos do que as novas aquisições, comercialmente Ronaldo e Kaká eram muito mais interessantes.

Kaká sofreu com lesões e pouco foi utilizado. Ronaldo foi melhor, mas longe de ser o craque decisivo dos tempos de Manchester United. Para 2010/2011, novo treinador e novas apostas. Indícios de que existe o medo de a união Brasil-Portugal não ser tão segura para o sucesso da equipe espanhola. Assim como aconteceu com Robben e Sneijder. Não será surpresa a saída dos astros em 2011 ou 2012, aumentando o círculo vicioso de um clube em que craques de futebol são produtos descartáveis.

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